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11 de Agosto de 2026 - 

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Centro Cultural recebe Mariana Salomão Carrara em conversa sobre Direito e Literatura

                                                  Mariana Salomão Carrara concilia a carreira no sistema de Justiça com a produção literária De que forma a escrita literária e o direito podem conversar? Na noite desta segunda-feira, 10 de agosto, a escritora e defensora pública Mariana Salomão Carrara participou do programa "Do Direito à Literatura", do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), e discutiu como essas duas linguagens dialogam.  Mariana concilia a carreira no sistema de justiça com a produção literária, escrevendo durante férias e recessos. Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2020 com Se Deus Me Chamar Não Vou e teve seu romance É Sempre a Hora da Nossa Morte classificado entre os dez melhores do ano de 2022, também pelo Jabuti.  "Eu escrevo desde pequena, foi uma paixão de criança. Na infância eu já escrevia contos e crônicas, depois na adolescência fui para o romance. Era uma paixão que não ia parar nunca, enquanto o direito foi um caminho mais formal que escolhi na adolescência por indicação da família, mas que só consegui me encontrar quando surgiu a defensoria pública."  A autora aponta que enxerga nas duas atuações uma conexão forte, que une o cuidado e o trabalho com as histórias de outros personagens. Ainda assim, foi em sua última publicação, "Claudia Vera Feliz Natal", que suas duas carreiras se uniram de forma explícita pela primeira vez. O livro conta a história de um jovem magistrado que atuou em pequenas cidades do interior do Mato Grosso e, ao ser processado administrativamente por excesso de prazo em uma ação, passa a escrever sobre as dificuldades — e sobre sua solidão — para se defender das acusações.  A presidente do conselho gestor do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, refletiu sobre como a união desses dois universos pode contribuir para a formação dos operadores do direito e a qualidade de suas decisões.  "A formação jurídica é muito hermética, baseada em livros grossos de leis e manuais, e inclui os operadores em um lugar também hermético, em que não conseguem visualizar as portas e janelas que se abrem para o mundo. E quando um juiz, defensor ou promotor está nesse lugar, se torna uma pessoa alienada do mundo e insensível às dores, sentimentos e emoções que surgem nos conflitos."  Na sequência, a desembargadora destacou o papel do Centro Cultural ao convidar aqueles que compõem o sistema jurídico a entrar no mundo da arte como forma de compreender as complexidades sociais.  "A ideia do CCPJ é construir esse espaço de treinamento e capacitação contínuo. Porque quando você entra no mundo da literatura, da cultura, não sai nunca mais. E a partir desse mundo, passa a enxergar a dor do outro, e esse é o único caminho para construir uma justiça melhor num país de desigualdades como o nosso", concluiu.  PB/IA Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ
11/08/2026 (00:00)
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